As compras feitas pela internet no primeiro semestre deste ano totalizaram R$ 4,8 bilhões, 27% acima do registrado no mesmo período do ano passado, segundo pesquisa da e-bit, consultoria de comércio eletrônico. O tiquete médio subiu 5%, para R$ 323.
De acordo com os dados divulgados nesta terça-feira,18/08, pela empresa, 15,2 milhões de consumidores brasileiros já fizeram pelo menos uma compra pela internet, com crescimento de 32%. Os números não consideram as vendas de veículos, passagens aéreas e leilões virtuais.
Entre os motivos do aumento no faturamento estão a entrada de duas empresas no comércio eletrônico recentemente: o Wal-Mart, em outubro de 2008, e a Casas Bahia, em fevereiro deste ano. "Com a entrada de um grande varejista, o mercado todo se reposiciona. As outras lojas se preparam", afirmou Pedro Guasti, diretor-geral da e-bit.
Os livros, revistas e jornais lideram as vendas virtuais, seguidos de saúde, beleza e medicamentos, e informática. Com a redução de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para a linha branca, os eletrodomésticos ficaram com a quarta posição no ranking, com participação de 9% no faturamento - eram 6% no primeiro semestre do ano passado. Para o diretor-geral da e-bit, essa fatia não deve ser ultrapassada no fechamento do ano.
Para 2009, a previsão é movimentar R$ 10,5 bilhões, valor 28% superior ao de 2008. A estimativa inicial era que esse crescimento ficasse entre 20% e 25%. "Ninguém tinha muita certeza do que viria com a crise", disse Guasti, admitindo que o acréscimo pode ser até maior. No final deste ano, a projeção da e-bit é que 17 milhões de pessoas tenham adquirido pelo menos um produto pela internet.
Convergencia Digital