Não há dúvida de que Outsourcing é uma opção que deverá ser analisada pelos CIOs diante da atual recessão econômica mundial, que exige uma estratégia para retomada dos negócios. Pelo menos, essa é a visão dos analistas do Gartner. Gestores de TI de empresas como companhia aérea Gol, o grupo industrial Votorantim e a seguradora Marítima revelam as suas experiências de Outsourcing com objetivo de apontar alguns caminhos para a compra do serviço.
O primeiro consenso entre eles foi a importância da empresa entender, conhecer e ter domínio daquilo que vai ser terceirizado. “Só vale terceirizar aquilo que você domina e conhece muito bem”, ensinou um dos CIOs, que já adotou o Outsourcing há mais de cinco anos. Marcelo Bartilotti, CIO da Marítima, acrescenta que “terceirizar não é delegar nem transferir responsabilidade”. Ele explica que o motivador do Outsourcing não pode ser a intenção de se livrar de um problema identificado dentro de casa.
É bom lembrar o discurso do analista Cássio Dreyfruss, do Gartner, que ressaltou o objetivo do negócio como um dos critérios cruciais para definição do que deve ser terceirizado pela empresa. Essa premissa também foi ressaltada pelos CIOs, além das questões do domínio e da responsabilidade.
Outra precaução, antes da adoção do serviço, é avaliar o perfil da sua própria equipe de TI. Isso porque a terceirização exige profissionais mais dedicados à gestão ao invés da operação. “A essência continua na mão da empresa, mas os papéis precisam ser muito bem definidos para que não haja confusão sobre as competências entre o contratante e o contratado”, ressalta Wilson, CIO da Gol. A sensação é de que a equipe interna tem um desafio maior em delegar funções aos terceiros.
Tais dicas, entretanto, só são possíveis por meio de uma análise radical sobre os processos corporativos. “A confiança com fornecedor é importante, mas não pode deixar de ter processos”, sinaliza Bartilotti. O motivo é óbvio. Outsourcing representa também compartilhar os interesses do negócio e, senão houver papéis muito bem definidos de ambos lados, os riscos do contrato multiplicam.
Existe hora certa para outsourcing?
A resposta é unânime: cada empresa tem sua hora. Existe, entretanto, alguns fatores que contribuem para a chegada do outsourcing. Entre eles estão a busca pela competitividade que exige respostas rápidas da TI, cujo esforço para treinar especialistas dentro de casa não justifica o investimento. Outro fator é a concentração do mercado corporativo, que diante de aquisições e fusões podem encontrar na terceirização algumas oportunidades de consolidação da TI. Além disso, há a desaceleração da economia que reforça a premissa de reduzir custos por meio da delegação de atividades para parceiros.
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